O desemprego voltou a crescer na zona do euro (16 países que compartilham a moeda) em dezembro e encerrou 2009 em 10,0%, segundo dados divulgados pela agência oficial de estatísticas Eurostat. A taxa é a maior desde agosto de 1998. Em dezembro de 2008, a taxa era de 8,2%.
Nos 27 países que compõem a União Europeia (UE), o desemprego também teve alta, passando de 9,5% em novembro para 9,6% no mês passado. Para este grupo de países, a taxa de desemprego é a maior desde janeiro de 2000, início das estatísticas.
A Eurostat estima que 23,012 milhões de pessoas estavam desempregados em dezembro na UE – 15,763 milhões delas na zona do euro.
Entre os países, as menores taxas de desemprego foram registradas na Holanda (4,0%) e na Áustria (5,4%). Letônia e Espanha lideraram o ranking, com o desemprego em 22,8% e 19,5% da população economicamente ativa, respectivamente.
Na comparação com um ano antes, o desemprego cresceu em todos os países da União Europeia. Os menores crescimentos foram vistos na Alemanha (de 7,1% para 7,5%) e Luxemburgo (de 5,3% para 6,2%). Já Letônia e Estônia tiveram as maiores altas, de 11,3% para 22,8% e de 6,5% para 15,2%, respectivamente.
Inflação
Ainda segundo a Eurostat, os preços ao consumidor na zona do euro ficaram abaixo do esperado em janeiro, um sinal de que as pressões inflacionárias permanecem controladas apesar da recuperação econômica.
Os preços ao consumidor nos 16 países que usam o euro subiram 1% em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior, ante expectativas do mercado de 1,2% e acima da inflação de dezembro, de 0,9%.
A divulgação da Eurostat é preliminar e não contém a variação dos preços na comparação mensal, que só deve estar disponível no dia 26 de fevereiro.