O FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial anunciaram nesta quinta-feira (14) o envio de R$ 340 milhões (US$ 200 milhões) ao Haiti, que sofreu nesta semana um terremoto devastador. Cada uma das instituições prometeu doar R$ 170 milhões (US$ 100 milhões). A doação do FMI, como a do Banco Mundial, precisa ser aprovada pelos respectivos diretórios para se tornar efetiva.
O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que será necessário um apoio "maior" do FMI e da comunidade internacional para reconstruir a ilha. O Banco Mundial estima que o Haiti, a nação mais pobre das Américas, perderá mais de 15% do PIB (Produto Interno Bruto) por causa do terremoto.
Em 2008, o PIB caiu 15%, devido a quatro tempestades tropicais, mas o Banco Mundial acredita que, desta vez, a destruição superará esse nível, dado que o desastre afetou uma área maior e Porto Príncipe, a capital. A estimativa é que o PIB do país tenha crescido em 2008 para quase R$ 12,2 bilhões (US$ 7 bilhões), por isso uma perda de 15% equivaleria a pouco mais de R$ 1,75 bilhões (US$ 1 bilhão). Atualmente, 80% da população haitiana vivem na pobreza.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, divulgou a ajuda inicial também no valor de R$ 170 milhões (US$ 100 milhões) para o país. Ele ordenou ainda que o governo trate o assunto como prioridade. Ao menos 14 militares brasileiros morreram na tragédia, segundo informações do Exército. A fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, também está entre os mortos.
O terremoto de 7 graus na escala Richter acontece na madrugada desta terça-feira (12) e teve epicentro a 15 km de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.