O preço da gasolina deve subir 2% após a redução da mistura do álcool no combustível, prevista para fevereiro, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (14) por economistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Eles alegam que a gasolina mais pura é mais cara que o álcool anidro (usado na mistura) e que esse custo será repassado na bomba.

Nesta semana, o governo autorizou a redução de 25% para 20% do volume total de álcool misturado à gasolina. A medida valerá por 90 dias a partir de 1º de fevereiro, como forma de conter os preços do combustível.

O aumento da gasolina deverá ainda ter impacto de 0,06 ponto percentual na inflação mensal, mas não deve chegar a atingir a medição anual. No entanto, na análise dos economistas da FGV, a redução do percentual da mistura vai impedir aumentos maiores no álcool combustível, cuja demanda tem crescido anualmente. Segundo o pesquisador da FGV Maurício Canêdo, o aumento é só questão de tempo.

- O suficiente para a renovação dos estoques no varejo.

A renovação dos estoques compreende às compras dos postos de gasolina, que vendem o combustível ao consumidor. Há especulações em torno da redução da alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina para controlar o preço, mas o governo ainda não se pronunciou.