O Governo do Distrito Federal nega que esteja atrapalhando as investigações um suposto esquema de pagamento de propinas envolvendo empresas que prestam serviços ao GDF. O Ministério Público Federal acusa o secretário da Fazenda, André Clemente, de omitir informações e encaminhar contratos referentes a pagamentos do governo anterior, “tumultuando” o processo.
Segundo reportagem veiculada ontem pela Globonews, Clemente teria omitido pagamentos de cerca de R$ 24 milhões feitos à Fundação Gonçalves Lêdo pela prestação de serviços de informática ao programa DF Digital. A fundação é ligada à maçonaria – o governador José Roberto Arruda era mestre na organização e pediu desligamento esta semana.
Em documento encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público Federal pede que seja dado ao GDF prazo de dois dias para a complementação da documentação. O MPF pede, ainda, a retirada dos contratos do governo anterior.
Em nota divulgada neste sábado, o GDF alega que a documentação requerida pelo STJ foi extraída do sistema integrado de gestão contábil – SIGGO pelas áreas de contabilidade e enviada dentro do prazo concedido com os necessários esclarecimentos.
“Foram encaminhados documentos de vários períodos para consideração da serie histórica de pagamentos porque complementam os emitidos no governo atual, sem os quais as informações estariam incompletas”, justifica a nota.
“Não haveria razão para omitir informações relativas ao que se investiga, porque os contratos e os seus respectivos pagamentos são públicos, o que permite o livre acesso, inclusive do MPF”, completa o texto encaminhado à imprensa pela assessoria de imprensa do Governo do Distrito Federal.