O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um comunicado oficial ontem, sábado condenando o ataque sofrido em Angola pelo ônibus que levava a delegação do Togo para disputar a Copa Africana de Nações. Por conta do atentado, executado por um grupo separatista, três pessoas morreram e a seleção togolesa abandonou a competição.

"O governo brasileiro condena veementemente o atentado levado a cabo por separatistas do enclave de Cabinda, em Angola, contra o ônibus que transportava a seleção nacional de futebol do Togo."

"O Brasil, além de repudiar o uso da violência, deplora que atletas e eventos esportivos sejam utilizados como alvo para a promoção de objetivos políticos. O Governo brasileiro expressa sua solidariedade aos povos togolês e angolano", afirma a nota.

Na sexta-feira, o ônibus que levava a delegação do Togo foi metralhado quando cruzava a fronteira entre o Congo (Brazzaville) e Angola, perto da região de Cabinda. No mesmo dia, a morte do motorista do veículo foi confirmada, além de mais nove feridos.

Hoje, Kossi Agassa, goleiro da seleção, afirmou à rádio France Info que o assistente-técnico da seleção e um porta-voz também morreram após a emboscada. Além disso, um outro goleiro do time ficou gravemente ferido e foi transportado com urgência para a África do Sul para ser tratado.

Por conta do atentado, classificado pelo governo angolano como "ato terrorista", o Togo abandonou a competição. A informação foi confirmada pelo Manchester City, do atacante Emmanuel Adebayor, principal estrela da seleção. Segundo o clube inglês, os jogadores do Togo se reuniram na manhã deste sábado e decidiram deixar a competição

O braço armado da FLEC (Frente de Libertação do Enclave de Cabinda), grupo separatista que luta pela separação deste território para o resto da Angola, reivindicou a autoria do atentado e afirmou que dirigiu o ataque às forças armadas angolanas que faziam a escolta do ônibus.