Defensor de candidatura própria do PDT à sucessão presidencial, o senador Cristovam Buarque (DF) anunciou nesta quinta-feira, em sua página no Twitter, que o partido vai apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e com isso ele estará fora da disputa pelo Palácio do Planalto.
Cristovam disse à Folha Online que "todas as conversas com as lideranças do PDT" indicam que o partido vai oficializar apoio à ministra. "Meu partido já decidiu apoiar a Dilma e eu não terei vez para presidente em 2010. Ainda não foi oficializado, mas todas as conversas são nesse sentido. O [ministro Carlos] Lupi e o Paulinho [deputado Paulo Pereira] já deixaram claro isso", disse.
Um dos principais opositores dentro do PDT ao apoio à Dilma, o senador disse que essa decisão prejudica o partido, que perde a oportunidade de dar uma vitrine às bandeiras do partido. O PDT conta atualmente com 23 deputados federais, cinco senadores e nenhum governador.
"Eu defendia e defendo a candidatura própria. Não precisava ser o meu nome, mas de um político de expressão do partido. Era importante aproveitarmos as eleições para reforçarmos a nossa bandeira. Agora, vamos ceder dois minutos a que teríamos direito no horário eleitoral gratuito para a campanha do PT. Ficaremos um partido sem bandeira", afirmou.
Cristovam disse que preferia que o partido apoiasse a candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC), que é uma alternativa diferente.
"A diferença entre Dilma e Serra [governador José Serra e pré-candidato do PSDB] é muito pequena. A Marina é quem até agora apresenta uma diferença com as propostas para o Meio Ambiente e com quem o PDT poderia aliar bandeiras como a Educação", disse.
Nos bastidores, no entanto, alguns pedetistas sustentam que o partido deve demorar a oficializar o apoio à candidatura de Dilma porque espera elevar seu poder de negociação durante a formação das alianças, uma vez que também tem sido cortejado por tucanos.