No próximo dia 26 de janeiro, o presidente Lula deve assinar o decreto que autoriza um complemento salarial de até R$ 1.200 para os policiais que trabalharão nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Se de um lado a medida agrada, de outro deixa muita gente insatisfeito, principalmente os policiais dos estados que não foram escolhidos para sediar os jogos, como é o caso da Paraíba.
“Ocorrerá no início de fevereiro um encontro de todas as entidades policiais do Brasil, tanto civis como militares, e levaremos esta “briga” para o âmbito nacional. Ainda esta semana estaremos procurando as entidades da co-irmã Polícia Militar para que possamos traçar diretrizes para esta luta de todos nós” , reagiu o presidente da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB) Flávio Moreira.
Segundo o presidente da Aspol, o Ministro da Justiça está pensando “pequeno” e tentando economizar como se segurança fosse apenas para a Copa do Mundo. “Não é justo que haja tratamento diferenciado, pois somos todos brasileiros e a segurança pública do cidadão da Paraíba vale o mesmo que dos demais Estados, bem como as nossas vidas e deve ser permanente. O Ministro quer de um jeito, mas certamente o presidente Lula e a Ministra Dilma pensarão em todo o país, já que o slogan de seu governo é “Brasil, um país de todos”.”, concluiu Flávio Moreira.
O decreto ainda determina que o governo de cada estado que irá sediar os jogos se comprometer a enviar um Projeto de Lei estadual incorporando o valor da bolsa ao salário dos policiais a partir de 2016. O cumprimento da determinação é exigência para que o novo benefício seja incorporado aos salários dos policiais.
O pagamento da chamada “Bolsa Olímpica” também será condicionado a participação dos oficiais em cursos específicos para a segurança de grandes eventos esportivos sediados no país. Os cursos serão definidos ainda no primeiro semestre pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é elevar o padrão técnico das polícias brasileiras e prepará-las, em conjunto com os governos estaduais.