Alhaji Umaru Mutallab, pai do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab --23, acusado pelos Estados Unidos de tentar explodir um avião da Delta-- teria alertado a Embaixada americana na Nigéria sobre a radicalização do filho e disse que ele estava "planejando algo", diz a CNN.
Abdulmutallab foi acusado hoje formalmente pelos EUA de introduzir, na sexta-feira, uma bomba em um avião que cobria a rota entre Amsterdã e Detroit para explodir a aeronave.
O acusado afirmou que mantém vínculos com a Al Qaeda, mas os investigadores não descartam a hipótese de que ele agiu sozinho, sem o apoio ou treinamento da rede terrorista.
O pai do jovem é um reconhecido financista que recentemente se aposentou como presidente do First Bank PLC da Nigéria, uma das grandes entidades do país.
Segundo um membro da família citado pela CNN, Mutallab entrou em contato, há três meses, com várias agências de segurança americanas e com a Embaixada de Washington em Abuja, alarmado por uma mensagem de texto que recebeu de seu filho alguns dias antes.
Na mensagem, o jovem informava à sua família que estava abandonando o centro universitário no qual estudava, em Dubai, para viver no Iêmen e iniciar uma nova vida, seguindo a "chamada do islã".
O membro da família ouvido pela CNN disse que Abdulmutallab não obteve o consentimento nem o apoio da família nesta decisão, e mesmo assim "fugiu para o Iêmen".
"Sua mãe não conseguiu dormir durante meses. Agora, ela está tomando remédios para dormir", disse a fonte.
A informação do pai teria sido enviada ao Centro Nacional contra o Terrorismo, e o nome do jovem teria sido colocado em uma base de dados de suspeitos de terrorismo, o que não evitou que ele recebesse um visto para viajar aos EUA durante um período de vários anos.