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PSB expulsa deputado envolvido em mensalão do DF
22 de dezembro de 2009 • 19h10 • atualizado às 19h32
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O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu expulsar nesta terça-feira o deputado distrital Rogério Ulysses. O parlamentar é citado no inquérito da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal no fim de novembro. A decisão foi unânime.
O deputado havia apresentado sua defesa no dia 17 de dezembro. O relator do processo, Marcelo Dourado, já tinha indicado a expulsão do parlamentar do DF. A reunião da direção regional do partido, que durou cerca de duas horas, contou com a presença de seis integrantes.
Após a reunião, Ulysses criticou o partido e disse que irá lutar para provar sua inocência. "A decisão do partido é covarde e eu vou enfrentar todos os processos até o fim para provar minha inocência", disse. O parlamentar garantiu ainda que não há provas que o liguem diretamente à crise instalada no governo do Distrito Federal.
Essa é a primeira expulsão de parlamentar ocorrida após as denúncias de um suposto esquema de propina que atingiram o governo e deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados nas últimas semanas, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.