O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (21) que parte dos cortes de impostos implementados pelo governo neste ano para incentivar a indústria podem se tornar permanentes. Ele descartou, porém, novas isenções tributárias para 2010.

Embora o governo não tenha plano de anunciar reduções de tributos para o próximo ano, o presidente afirmou, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, realizado nesta segunda-feira, que estará atento às necessidades dos setores da economia.Lula lembrou que se o governo americano tivesse salvado o banco Lemhan Brothers, teria evitado a crise financeira global - o que causou desaquecimento dos setores e das principais economias do mundo.

Entre as diversas medidas anunciadas pelo governo federal neste ano para estimular a economia está a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo, beneficiando os segmentos de carros flex e de caminhões. O governo reduziu esse imposto também para o setor de eletrodomésticos e de móveis.

De acordo com o presidente, controlar a inflação é um dos principais objetivos do governo, além de manter o controle dos gastos federais.

- É difícil mudar o que está dando certo. Só podemos aperfeiçoar. Dilma tem juízo político e econômico, não rasga nota.

Lula comemorou a criação de 1,413 milhões de empregos no Brasil em 2009 – um número definido pelo presidente como exuberante – e garantiu que não há qualquer possibilidade de arrocho salarial em 2010

- O ano termina, na minha opinião, maravilhosamente bem pelos resultados da economia, pelos resultados do emprego

Na próxima terça-feira, vai ao ar em rede nacional pronunciamento do presidente mostrando à população brasileira que 2010 será o ano dos investimentos.

- Fui mostrar o que estamos fazendo para garantir que 2010 seja um ano melhor do que foi 2009, 2008 e 2007. No ano vem tenho muito mais trabalho do que tive este ano e, certamente, quem vier depois de mim vai ter que trabalhar muito mais. Depois de mais de 20 anos de paralisia, o Brasil redescobriu o gosto de trabalhar, de ter obras públicas, de ter investimentos públicos.