Um casal foi preso nesta sexta-feira em Senador Canedo, em Goiás, acusado de estuprar uma criança de 3 anos. O crime ocorreu no dia 11 de dezembro, depois que o menino foi retirado pela diretora da escola onde estudava e levado até o local onde ocorreu o crime. O menino passava o dia em uma escola particular.
Um dos acusados do crime é a dona do estabelecimento, Marli Coraci de Sousa Santos, de 34 anos, que retirou o menino de dentro da escola sem o conhecimento dos pais e o levou até um local onde assinaria alguns documentos. Lá, Marli deixou o menino na companhia do artista plástico Aroldo Nogueira de Oliveira Júnior, de 35 anos, acusado de ser o autor das agressões.
Já no meio da tarde, Marli e Aroldo levaram a criança de volta para a escola, onde uma tia já aguardava para levá-la para casa. De acordo com titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) Adriana Accorsi, a tia achou estranho que o menino tivesse saído da escola sem o consentimento dos pais e só começou a suspeitar que havia algo errado depois que a criança começou a passar mal no fim da tarde da sexta-feira.
Segundo a delegada, o menino foi levado a um hospital de Senador Canedo, onde uma médica constatou que havia sofrido abuso sexual e orientou que a família levasse a criança imediatamente para fazer exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML). Lá, as agressões sexuais foram comprovadas, além de agressões físicas no rosto e estômago.
Aroldo Nogueira Júnior e Marli Sousa responderão pelo crime de estupro de vulnerável - ele como autor e ela como cúmplice. Se sentenciados, eles podem pegar entre 6 e 15 anos de reclusão.
Tanto Aroldo como Marli negam que tenham cometido o crime pelo qual estão sendo acusados. Marli afirma que retirou a criança da escola porque era "custosa" e seria uma forma de acalmá-la, explicou a delegada Adriana Accorsi. O artista plástico, que está pintando um muro na escola, disse que já tinha visto a criança e que nunca tinha ficado a sós com ela.
O menino contou à família que esta não foi a primeira vez que ele foi retirado da escola sem o consentimento prévio dos pais, ainda que o abuso não tivesse ocorrido em outras vezes.