O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo pediu novas investigações para apurar irregularidades da construtora Camargo Corrêa em 14 obras públicas, sendo duas em Pernambuco: a duplicação da BR-101 e a construção da Refinaria do Nordeste, batizada de Refinaria Abreu e Lima.
As investigações fazem parte da Operação Castelo de Areia que foi deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano. A operação apura um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público Federal disse, por meio de nota, ter encaminhado na última terça-feira (15) a outras unidades do órgão novos pedidos de investigação para apurar indícios de uma combinação entre a construtora e outras empresas para fraudar o processo licitatório em 14 obras e obter superfaturamento.
Além das obras públicas em Pernambuco, o MPF investiga outras 12 que estão localizadas em São Paulo (na Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba, na Calha do Tietê, na Refinaria do Vale do Paraíba e na Usina Termelétrica de Cubatão), Paraná (na unidade de Coque em Paranaguá e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas em Araucária), na Bahia (no metrô de Salvador), no Ceará (no metrô de Fortaleza), Distrito Federal (no metrô de Brasília), Espírito Santo (no aeroporto de Vitória), Maranhão (no Atracadouro de Navios em Alcântara) e Rio de Janeiro (no metrô do Rio).