A vereadora Tereza Nelma foi impedida de votar, na manhã de domingo, na eleição do Conselho Tutelar da Região 1. Quando chegou, às 10 horas, no local de votação, as urnas ainda nem haviam chegado. E uma mesária desestimulava as pessoas a esperarem para votar. Voltou mais tarde, às 11h30, mas foi inútil: seu nome não foi encontrado na listagem de votação. E apesar de estar com o título eleitoral, não pôde votar.
O nome do jornalista Renato Soares, marido da vereadora, coincidentemente, também foi excluído da mesma relação de votantes. E, no momento em que entrou na sala de votação, flagrou a fiscal Rosália (não quis dizer o sobrenome) de uma candidata Vitória, com vários títulos eleitorais na mão, ao lado da mesa.
“Foi preciso exigir que os mesários registrassem as anormalidades em ata, tanto do impedimento de votar, como o caso da fiscal, que evaporou da sala, levando os títulos. Eles reagiam contrários”, afirma Renato Soares. “Mas confessaram que várias pessoas voltaram sem votar, por falta do nome na listagem, e eles não registram alegando não saber que deveriam fazer a ata. Soube, também, que o candidato a conselheiro tutelar José Lopes Sobrinho também teve o nome excluído da lista de votação em sua sessão, assim como sua filha”.
A vereadora Tereza Nelma vai comunicar hoje as irregularidades ao Ministério Público.
“Voto há mais de dez anos voto na seção 228, da Zona 2. Fazer eleição assim, com tantas irregularidades, não sei se intencionais ou não, é uma vergonha, um desestímulo à cidadania”, enfatiza Tereza Nelma.
