O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse na última sexta-feira (11) que as comparações feitas no programa de rádio e TV do PT entre os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso foram "uma forçação de barra": "Não vamos responder, não vamos entrar nesse jogo". Na opinião de Guerra, "eles deveriam é ter apresentado a candidata deles [Dilma Rousseff]".
PMDB
A cúpula do PMDB divulgou nota oficial na sexta-feira com duras críticas à afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o partido deve enviar uma "lista tríplice" para que o PT decida quem deve ser o vice da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) em 2010. Na nota, o PMDB não descarta lançar candidato próprio ao Palácio do Planalto no ano que vem e classifica a declaração de Lula de "intromissão de terceiros" no partido.
"O PMDB ainda não aferiu a extensão e a profundidade dos danos que tal notícia causou ao pré-acordo celebrado entre o PMDB e o PT, com vistas a uma possível aliança para a eleição presidencial de 2010. De qualquer forma, o PMDB, maior partido do Brasil, não vê como devida a intromissão de terceiros, por mais respeitáveis que sejam, em assuntos de sua exclusiva competência interna."
A nota é assinada pela presidente interina do PMDB, Íris de Araújo (GO), pelos líderes do PMDB na Câmara e no Senado, Henrique Eduardo Alves (RN) e Renan Calheiros (AL), além do presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Eliseu Padilha (RS). O grupo integrava a ala do partido favorável à aliança com o PT em 2010.
Os quatro afirmam que somente a convenção nacional do PMDB, que será realizada em junho de 2010, poderá decidir se o pré-acordo com o PT vai se transformar num acordo e, posteriormente, em uma aliança definitiva.