A polícia suspeita de que houve premeditação na invasão do gramado do Couto Pereira, após o jogo com o Fluminense, no último domingo, pela última rodada do Brasileiro. A informação foi revelada pelo delegado Miguel Stadler, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil do Paraná.Segundo Stadler há indícios de que o tumulto de domingo tenha sido planejado durante uma viagem da torcida organizada Império Alviverde para Minas Gerais, onde o Coritiba enfrentou o Cruzeiro, na rodada anterior.

“Há informações de que a invasão de campo e o quebra-quebra teriam sido planejados. Temos relatos de que nessa viagem teria se dado início à baderna”, disse o delegado ao jornal Tribuna do Parana .

A polícia paranaense já interrogou cerca de 40 pessoas e efetuou duas prisões, desde as ocorrências na noite de domingo. Um dos que foram ouvidos foi o presidente da Império Alviverde, Luiz Fernando Correa, o Papagaio.

O presidente da torcida exibiu fotos e documentos, que estariam ajudando na investigação. Ele disse que alertou a polícia sobre a possibilidade de haver confusão na partida.

Até agora, duas pessoas foram presas, por suspeita de participação em atos de violência durante o quebra-quebra. Na segunda-feira foi detido Gilson dos Santos, de 20 anos, principal suspeito de agredir o policial militar Luiz Ricardo Gomide, que levou uma pancada na cabeça e ficou desacordado no gramado do Couto Pereira. Na terça, um segundo torcedor, Geison Lourenço Moreira de Lima, 20 anos, também foi preso.

As prisões foram feitas após identificação por fotos e vídeos, que registram os distúrbios no Couto Pereira.