Os presidentes do Mercosul ratificaram nesta terça-feira (8) sua "mais enérgica condenação" ao golpe de Estado em Honduras e anunciaram seu "pleno desconhecimento" do novo governo que saiu das eleições de 29 de novembro.

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, em Montevidéu, e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

Eleitores hondurenhos elegeram no último dia 29 de novembro Porfirio Lobo Sosa, do Partido Nacional, presidente do país, depois de meses de uma crise política provocada pela queda de Manuel Zelaya.

Zelaya foi deposto por um golpe de Estado em 28 de junho, executado por militares que o retiraram do país e orquestrado por membros de seu próprio Partido Liberal, como o presidente golpista, Roberto Micheletti.

elaya voltou escondido ao país em 21 de setembro e está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde então.

O Brasil disse desde cedo que não reconheceria as eleições, que tiveram um alto índice de comparecimento às urnas. Mas vem dando sinais ambíguos sobre a votação.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse na semana passada que o país não pode ignorar o resultado da eleição. E o próprio presidente Lula disse um dia após a votação que a eleição em Honduras “não é uma tentativa de lavagem de um golpe de Estado” .

Outros países da região, como os Estados Unidos, a Costa Rica, a Colômbia e o Peru já afirmaram que reconhecem o resultado da eleição.