Começou no sábado a 23ª edição da Feria Internacional del Libro, em Guadalajara, no México. Trata-se do maior evento literário do mundo hispânico. Conta com mais de 900 editoras de 40 países diferentes --a participação do Brasil é, infelizmente, muito reduzida. O evento acontece até o próximo dia 6.

Neste ano, o evento homenageia Los Angeles, lar de milhares de latino-americanos auto-exilados nos EUA. Inclusive o próprio prefeito, Antonio Villaraigosa, de origem mexicana, que esteve presente na abertura e pediu que "pontes culturais" fossem construídas entre os EUA e o México, e não muros nas fronteiras.

Entre os convidados mais ilustres estão o peruano Mario Vargas Llosa, o mexicano Carlos Fuentes e o turco Orhan Pamuk, entre outros.

A cantora Chavela Vargas, ícone da música mexicana, foi homenageada no sábado. Aplaudida de pé por cerca de 10 minutos, Chavela apresentou o livro sobre sua trajetória, "As Verdades de Chavela", e recebeu das mãos de um colecionador uma carta em que a pintora Frida Kahlo a elogiava. Aos 90, de cadeira de rodas e enxergando muito mal, sua presença emocionou os presentes.

Entre os diversos temas-chave do evento está o bicentenário das independências latino-americanas. Vários países comemoram em 2010 os duzentos anos dos primeiros levantes pró-independência que ocorreram da Argentina até o México. O jornal espanhol "El País" publicou no sábado um caderno especial sobre o tema, que será assunto das palestras dos mexicanos Fuentes e Jorge Volpi, entre outros.