Ventos de mais de 120 km/h causaram muita destruição em 3 de Maio, no noroeste gaúcho. "Está tudo destruído, tudo terminado, nem sei por onde começar", afirma a agricultora Eloíde Marholt.

Da casa dos Marholt sobraram apenas as paredes. O casal de agricultores perdeu ainda o galpão e todo maquinário. "Tinha uma garoa, de repente veio um ar quente e daí levantou tudo", conta o agricultor Omar Marholt.


Árvores foram arrancadas pela raiz. De um salão comunitário sobraram apenas as paredes. "Algumas árvores cortadas na sua copa mostram a característica de um tornado, que é uma nuvem funil que vai aspirando o que encontra pelo caminho", explica o meteorologista Estael Sias.

Os temporais atingem o Rio Grande do Sul há uma semana. Cinquenta e duas cidades estão em situação de emergência. Quinze mil pessoas ainda estão fora de casa por causa das enchentes. Equipes da Defesa Civil levam ajuda a comunidades isoladas como a ilha Santo Antônio, no sul do estado.


A área comunitária da ilha tem cerca de 200 hectares e apenas dois não foram inundados. Algumas famílias, sem alternativas, estão morando em barcos. "A minha casa está com água funda ainda e eu não tenho como ir pra lá. Vou para lá depois que a água baixar", conta um morador.