A Justiça Federal anulou toda a Operação Pacenas, realizada pela Polícia Federal em outubro, em Cuiabá, que prendeu 11 pessoas e levou ao indiciamento de outras 22 por suspeitas de fraudes em licitações de obras do PAC . A decisão foi tomada pelo juiz da 3ª vara da capital, Cesar Augusto Bearsi, após o Tribunal Regional Federal anular as escutas telefônicas realizada pela PF. Com isso, o processo foi arquivado.
Nas decisões que arquivaram o processo foi determinada também a liberação de todo o dinheiro destinado a obras do PAC que estava bloqueado. A decisão revogou ainda qualquer sequestro de bens, bloqueio de dinheiro e mandados de busca e apreensão.
Para anular todo o processo, o juiz Cesar Bearsi entendeu que as escutas eram os principais alicerces de sustentação da operação. Por isso as outras provas também estariam contaminadas. Durante a operação, a PF apreendeu vários documentos no cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Nenhuma prova contida no processo poderá mais ser utilizada pelo Ministério Público Federal em novas denúncias. O procurador da República, Mário Lúcio Avelar, disse que o Ministério Público vai recorrer da decisão. Se isso não acontecer, somente uma nova investigação poderia dar origem a um novo processo.