O impasse e o clima acalourado em relação à suspensão do mandato dos deputados estaduais Artur Lira  e Gilvan Barros devido à infidelidade patidária continua. Durante pronunciamento na sessão da Assembléia Legislativa do último dia 19, Lira ressaltou que o líder do PMN - seu antigo partido – e deputado federal, Francisco Tenório, teve motivações pessoais para fazer o pedido.

Ele disse ainda, que está tranquilo e desafiou Tenório a renunciar para que ambos disputem as eleições de 2010 sem mandato, para medir a aprovação dos alagoanos. Em resposta, Francisco Tenório afirmou que a atitude do deputado estadual aconteceu por desespero e que caso ele não pare de ofendê-lo, será processado.

“Não gostaria de me reportar a esse assunto agora, mas tenho que dizer que o Artur Lira está exercendo seu direito de espernear. Ele precisa ser mais comedido com as palavras ofensivas, que lhes são peculiares. Partido é partido, elegemos 11 deputados e agora só restaram 4, por isso digo que o mandato não pertence aqueles que cometeram infidelidade”, destacou Tenório.

Questionado sobre ter pedido a cassação do mandato dos deputados estaduais, devido a motivos pessoais, já que foi acusado de querer colocar pessoas de sua confiança nos cargos, Tenório disparou. “Lira deixou o PMN para entrar justamente no partido do papai, será que sou eu que estou agindo por motivos pessoais”?

Francisco Tenório explicou ainda, que o processo contra os deputados está no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e que aguarda a decisão. “Isso é um processo natural, algo que foi regulamentado. Volto a afirmar que o mandato é do partido e não do candidato”.

Acusado ainda por Lira de ter pedido dinheiro para que o deputado estadual deixasse o partido, Francisco Tenório afirmou que o valor cobrado era referente à contribuição partidária. “O deputado Artur Lira é um velhaco, não pagava a contribuição, por isso cobrei dele”.