Chove no Espírito Santo há uma semana. Vinte e nove municípios estão em situação de alerta. Em algumas cidades, só os telhados dos imóveis ficam de fora da água.
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Ao todo, 15 famílias estão em um abrigo, no município da Serra. Todas contam com a solidariedade. Roupas e colchões já foram doados. Mas, às vezes, falta o principal. Algumas mães não têm o que dar de comer para os filhos.
A dona de casa Patrícia de Jesus foi para o abrigo na semana passada, com um filho de um ano e outro de apenas um mês. A fome não deixou um dos meninos dormir na segunda-feira (2).
Na cidade de Vila Velha, sala de aula agora virou quarto de dormir. Um dos ocupantes é Mateus, que tem apenas cinco dias. Ele nasceu e foi direto para o abrigo.
Nas ruas da Grande Vitória, a água não baixa. Em uma casa, em Vila Velha, a família trabalhou a noite inteira, tentando salvar móveis e eletrodomésticos.
Desolada, uma mulher chorava a morte das duas filhas pequenas e do marido. Eles morreram soterrados quando um barranco deslizou, destruindo a casa da família.
Na madrugada desta terça-feira (3), continuou chovendo na região. Isso aumenta a preocupação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, pois o solo já está encharcado e pode haver mais deslizamentos de terra.
Mais de 680 mil pessoas foram atingidas pela chuva. O tenente-coronel Samuel Rodrigues, do Corpo de Bombeiros, disse que a situação é mais grave em Santa Leopoldina, que deve decretar calamidade pública. Outro cinco municípios já decretaram situação de emergência.