A espera por informações sobre o acidente com a aeronave C-98 Caravan, na região amazônica, nesta quinta-feira, gerou nervosismo e ansiedade nos familiares das pessoas que estavam na aeronave. Marli Nápoles de Melo, 59 anos, mãe do servidor da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Marcelo Nápoles de Melo, disse que "a noite foi péssima". No entanto, que se sentia um pouco mais aliviada ao receber do Terra a informação de que o filho estava na lista de sobreviventes.

Após assimilar que o filho consta na lista da Força Aérea Brasileira e da Funasa, começou a perguntar sobre outras pessoas. "E a Diana? E a Marina?", questionou na sequencia Marli, que não foi até o município de Cruzeiro do Sul, no Acre, para encontrar com o filho, a nora (Diana) e a amiga Marina (comadre de Melo) porque ficou cuidando das três filhas do casal. No lugar dela, foi o filho Maricélio.

Segundo Marli, apenas a menina mais velha, de 10 anos, ficou sabendo do desaparecimento da aeronave com os pais. "As menores (de 3 e 5 anos) não entendem direito", afirmou. Marli esperava por informações do filho e da nora desde a tarde de quinta-feira, quando foi informada do incidente.

Diana e Melo, que moram em Atalaia do Norte (AM), viajaram para Cruzeiro do Sul (AC) no dia 13 de outubro. Eles participaram da Operação Gota, do Ministério da Saúde, que faz vacinação nas aldeias indígenas.

Marli disse que o contato telefônico não era tão constante com o filho e com a nora nesse período por causa do trabalho que o grupo estava desenvolvendo. Segundo ela, eles se comunicaram na última quarta-feira, um dia antes da viajem de volta do casal.