Assuntos como educação, a situação do mercado de trabalho e as condições de moradia serão abordados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a meta de traçar um perfil da violência no país, serão incluídas perguntas sobre furtos e roubos no questionário.
No entanto, segundo o IBGE, na zona sul de Belo Horizonte, 90% das pessoas não recebem os pesquisadores. O número de abstenções compromete a precisão do resultado.
A dona de casa Neusa Helena Pacheco recebeu a visita do agente do IBGE. Ele foi ver como ela e mais duas pessoas vivem.
Com uma renda de R$ 625 para ela, o irmão e a filha, Neusa disse que a comida já chegou a acabar antes do fim do mês. “Eu acho que do jeito que as coisas estão é bem difícil. Tem muita gente sofrendo, com fome. Muita gente está passando dificuldade”, afirma a dona de casa.
A Pnad é feita todo ano para atualizar os dados do Censo, que é realizado a cada dez anos. “A Pnad norteia, tanto no aspecto da educação, saneamento básico, água, luz”, afirma Gladston Policarpo, coordenador do IBGE.
Até o fim de novembro, mais de 14 mil residências serão visitadas em Minas Gerais. Duas mil e quatrocentas só na capital.
Para que os dados sejam atualizados, os moradores devem abrir as portas de casa. Mas nem todos colaboram. Esta é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos agentes na coleta das informações, segundo o IBGE.
“Tem muita resistência. Às vezes você chega em um domicílio até mesmo para agendar uma entrevista e as pessoas não têm a boa vontade de ajudar a gente”, conta Sandro Jovino, agente de pesquisa do IBGE.
Os agentes são identificados por um crachá. Nele, está o nome, a matrícula, o número do CPF e da identidade do pesquisador. “A gente faz um apelo para que, quando um agente do IBGE buscar este domicílio, ele seja atendido”, afirma o coordenador do IBGE.
A coleta de dados vai até 30 de novembro. Os resultados vão ser divulgados em setembro do ano que vem.