Em seu berço de nascimento, o PT está em processo de renovação e em briga deflagrada sobre quem é o nome mais importante do partido. Em São Paulo, lideranças que antes determinavam o rumo do partido estão em declínio e, nesse vácuo, emergem figuras capazes de questionar até interesses do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa deterioração dos proeminentes foi precipitada pelos recentes escândalos que chacoalharam o partido, como os episódios do mensalão, dos aloprados e do caseiro.
O PT tinha um grupo fechado de tomada de decisões inquestionável. Quando os ex-ministros José Dirceu, Luiz Gushiken, Antonio Palocci e o senador Aloizio Mercadante decidiam o rumo petista, a militância obedecia. Apesar de ter poder acumulado, esse grupo está enfraquecido e sofre para fazer valer sua palavra.
Dirceu e Gushiken foram envolvidos no mensalão, e Palocci saiu do governo acusado de quebrar o sigilo funcional do caseiro Francenildo Santos Costa. Já Mercadante foi alvejado depois que seus principais assessores na campanha pelo governo paulista em 2006 foram envolvidos na compra de um suposto dossiê com informações sobre uma pretensa relação do atual governador José Serra com a máfia das ambulâncias. O grupo ficou conhecido como “os aloprados”.