Um navio de bandeira Vanatu (país da Melanésia, no arquipélago das Novas Hébridas, na Oceania) está sob fiscalização da Polícia Federal, no litoral pernambucano, nas proximidades do Porto do Recife. A embarcação, batizada de Apollo, arribou em águas brasileiras após o comandante desaparecer em águas africanas e um dos tripulantes contrair malária.

O navio cargueiro com 20 tripulantes havia saído de Douala, na República de Camarões, no dia 13 de setembro, carregado com um subproduto de cimento. De acordo com depoimentos da tripulação, no dia 30, ainda em águas africanas, foi percebida a ausência do comandante, o coreano Chun Ho Lee, 61 anos. As buscas pelo corpo continuaram nos dias 1º e 2 de outubro, sem sucesso.

Durante a viagem, um tripulante precisou de atendimento médico, sob suspeita de ter contraído malária. O filipino Edmund Lamayo, 33, foi levado ao hospital Jayme da Fonte, no Recife, onde permanece internado com a doença confirmada. O restante da tripulação foi submetido a exames de sangue, para descartar ou confirmar novos casos da doença.

Por ter ocorrido em águas africanas, o desaparecimento do capitão não compete às autoridades brasileiras. A Polícia Federal, no entanto, realizou uma perícia no local para levantar indícios que atestassem a versão apresentada pela tripulação.