A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) iniciou hoje um período de trégua para analisar os acordos alcançados ontem à noite junto ao presidente Rafael Correa com respeito à nova Lei de Águas proposta pelo governo.
Durante os últimos dias, comunidades indígenas do país permaneceram mobilizadas para protestar contra a iniciativa, que segundo elas poderia criar brechas para a privatização do recurso. O projeto está sob análise da Assembleia Nacional (Congresso).
Os manifestantes estudam o pacto de seis pontos para decidir se suspenderão as ações realizadas desde a semana passada, anunciou nesta terça-feira o presidente da Conaie, Marlon Santi.
Um dos pontos determina que o governo avaliará uma nova versão do dispositivo, redigida pelos próprios indígenas, assim como um outro formato também para a Lei de Mineração.
Durante a manhã desta terça-feira, os indígenas começaram a desbloquear estradas que estavam ocupadas em várias províncias, segundo a imprensa local.
No município de Macas, onde morreu um professor da etnia Shuar em meio aos protestos, os índios realizaram uma tomada simbólica da cidade, localizada a 240 quilômetros da capital Quito.
Correa e os dirigentes indígenas mantiveram um diálogo ontem e concordaram sobre novos acordos para a Lei das Águas, a reforma da Lei de Mineração e o fortalecimento da educação bilíngue.
- Será um procedimento difícil. Por causa das experiências anteriores, não é suficiente ter um decreto assinado -, afirmou a dirigente indígena Blanca Chancoso à rádio Quito.