Durante a sessão desta terça-feira da Assembleia Legislativa, os deputados voltaram a criticar os movimentos que realizam bloqueios em estradas de Alagoas. Também em plenário, o ex-presidente da Mesa Diretora, Antonio Albuquerque (PTdoB), comentou sobre a violência em Limoeiro de Anadia e sobre um episódio ocorrido em Japaratinga.
O primeiro a se pronunciar foi o deputado Gilvan Barros (PSDB), sendo acompanhado por Arthur Lira (PP), Marcos Ferreira (PSDB), Álvaro Guimarães (PSB) e Jefferson Moraes (DEM). “O problema é que os movimentos não atuam mais do que antes. Quebram o direito de ir e vir. Tudo começou por causa do movimento (MST) que deixou de atuar com sua verdadeira função. É preciso que se faça alguma coisa, já que não é a primeira vez que falamos sobre o tema e nada aconteceu até agora”, disse Arthur Lira.
Em sua fala, Antonio Albuquerque taxou como inversão de valor a situação. Para ele é preciso que existam sugestões por parte dos parlamentares, para que, segundo ele, as “anomalias” não continuem a impedir o efetivo da cidadania. “Para coibir basta que se aplique a constituição e assim o direito de ir e vir. É fato que já afronta, desrespeita uma norma vigente. A crise é de autoridade. Falta aos homens públicos, aqueles que têm pelo exercício de determinados mandatos, a coragem pessoal, a responsabilidade indispensável”, completou.
Albuquerque contou que no último sábado, 03, iria participar das comemorações do aniversario do ex-vereador de Japaratinga, Nilberto Ronald Lima das Neves, mas que uma determinação do Ministério Público Estadual a pedido da prefeitura impossibilitou a festa. “O prefeito Bruno Loureiro não permitiu que o cidadão ali pudesse comemorar o seu aniversário. Se armou um palanque, mas por volta das 20h chegou a viatura da PM, chamaram o cidadão pelo nome e lhes passaram um documento que impedia a comemoração. Foi uma determinação da promotoria de justiça da comarca de Maragogi”, explicou.
“No texto dizia que obstruía a via publica, por não ter tido autorização do município. Que era crime de violação dos direitos urbanísticos. É impressionante como isso foi feito por razão pessoal. A cidade ficou como de luto, até mesmo pessoas ligadas ao prefeito estranharam o posicionamento”, continuou o parlamentar.
Sobre o assassinato do vigilante em Limoeiro de Anadia, Albuquerque afirmou que é preciso tomar uma atitude para solucionar esse crime e os demais no município. “Se fala na cidade que foi por inimizades de pessoas poderosas. Estive com o governador e solicitei que tomasse providencias. Todo município sabe a origem do crime. São pessoas influentes da cidade. Se diz a boca miúda quem praticou o crime. Quero que a polícia apure. Vou cobrar em todas as instâncias”, explodiu.
Continuando seu discurso, o deputado disse que desde janeiro, a segurança de Limoeiro de Anadia virou um caos. “Limoeiro tomou rumo lamentável. São assassinatos, assaltos freqüentes e arrombamento de casas. A população é testemunha do desespero que vive Limoeiro. Esse ano é o município mais violento da região”, completou.
Em a parte, o deputado Arthur Lira tentou fazer uma defesa do prefeito Marlan, apesar dele não ter sido citado pelo ex-presidente. “concordo com Vossa Excelência quando fala de apurar o crime, mas não acredito que tenha sido cometido por pessoa influente. Conheço o prefeito e sei que não tem histórico de violência”, opinou.
Albuquerque disse a Lira que não existe nada publicado sobre os crimes cometidos pelo prefeito, graças a ele, já que nunca o denunciou e falou sobre o que Marlan cometeu. “Não vou me nivelar a essa pessoa. Não denunciei várias atitudes tomadas pelo seu aliado político. Espero que se prove a inocência do correligionário, pois se não for inocente é muita grave, já que quem tem índole que passa a financiar um crime de tal brutalidade é capaz de tudo”, concluiu
