Até o dia 9 de outubro a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) promove no Espaço Cultural Café da Linda, localizado no Teatro Deodoro, a exposição intitulada de ‘OP ART’, da atriz e dramaturga, Daniela Beny.
Ela traz ao público uma pequena amostra de suas gravuras inspiradas no movimento artístico nascido nos anos 60 que busca a ilusão optica e na vivência de multilinguagens, adquirida durante sua estada em São Paulo, após montagem teatral dirigida por Antonio Abujamra.
Fazendo uma mesclagem entre artes visuais e poesia, a artista resgata seus referenciais artísticos que influenciaram diretamente a estética de seu trabalho no teatro. Como a OP ART possibilita a expressão abstrata, símbolos e signos são inseridos à Ilusão Óptica dando toque de sensibilidade à monocromia das imagens.
O universo feminino é abordado como foco da obra, questionando o observador das suas relações com o mundo que nos circunda. A Op-art (abreviação de optical art) foi um movimento artístico que surgiu ao mesmo tempo no início da década de 60 nos Estados Unidos e Europa.
O termo foi empregado pela primeira vez pela revista Time, em 1965, se revelando inicialmente como uma variação do expressionismo abstrato. A primeira obra que se enquadra neste movimento foi “Zebra”, feita por Victor Vasarely nos anos 30. Tal obra era composta por listras diagonais pretas, brancas e curvadas, passando ao observador, a impressão de uma visão tridimensional.
Na Op-art, as cores têm a finalidade de passar ilusões ópticas ao observador. Visando atingir o dinamismo, os artistas usam tons vibrantes e círculos concêntricos, dando a ideia de movimento e interação entre os objetos e o fundo.
No ano de 1965, foi organizada a primeira exposição da Op-art no Museu de Arte Moderna de Nova York: The Responsive Eye (O Olho que Responde). Além de Victor Vasarely, expuseram suas obras: Richard Anusziewicz, Bridget Riley, Ad Reinhardt, Kenneth Noland e Larry Poons. Mesmo assim, a Op Art não é considerada um movimento genuíno, mas sim, uma vertente de outras linhas artísticas.
São utilizadas cores que provocam grandes contrastes, além de diferentes níveis de iluminação, explorando a criação de formas virtuais e efeitos ópticos. Após ter ganhado significativo destaque nos anos 60, a Op-art quase caiu no esquecimento. Um dos motivos para isso talvez seja o fato dela não despertar sentimentos nas pessoas, estando mais próxima da ciência do que do homem em si.