Desde o início do governo Teotonio Vilela Filho até o primeiro semestre deste ano, Alagoas já conseguiu reduzir de 23% para 18% o índice da mortalidade infantil e para garantir que esse índice caia ainda mais, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em parceria com o Ministério da Saúde, está promovendo, uma Oficina de Monitoramento da Mortalidade Infantil no Estado.

O evento, que foi iniciado segunda-feira e prossegue até esta terça-feira (29), está sendo realizado no Maceió Mar Hotel em Maceió. A iniciativa conta com a participação da coordenadora geral de informações e análises epidemiológicas do MS, Vera Regina Barea, além dos coordenadores municipais dos planos de vigilância epidemiológica e atenção básica dos 14 municípios alagoanos prioritários.

Durante a abertura do evento, a secretária adjunta da Saúde, Júlia Levino, ressaltou que Alagoas já conseguiu um feito grandioso nos seis primeiros meses deste ano, já que 14 municípios não registraram nenhum óbito de recém-nascidos e crianças com até um ano de vida. “Isso representa a vitória da vida e evidencia que estamos no caminho certo, mas necessitamos que os municípios considerados prioritários quanto à mortalidade infantil se engajem no propósito de reduzir ainda mais a mortalidade infantil”, afirmou Júlia Levino.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Sandra Canuto, salientou que a avaliação dos planos implantados pelo Estado e municípios para reduzir a mortalidade materna e infantil é imprescindível, pois só assim é possível perceber onde estão ocorrendo possíveis equívocos, que devem ser corrigidos para evitar a morte de crianças com idade entre zero e um ano de vida.

“A determinação dos governos federal e estadual é acelerar o processo de redução das desigualdades, tendo como base seis eixos estratégicos, que são qualificar a atenção ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido; educação na saúde; gestão do trabalho; gestão da informação; vigilância do óbito infantil e neonatal e mobilização social e comunicação, e por isso, estamos reunidos com o propósito de analisar e realizar a melhoria das nossas ações”, ressaltou.

Ações — Diversas ações foram viabilizadas pelo Estado voltadas para atingir o percentual determinado pelo governador Teotonio Vilela, de reduzir a mortalidade materna e infantil em 20%, sendo 10% este ano e o restante em 2010.

“O índice é maior que o determinado pelo governo federal de reduzir em 5% ao ano. Entre as ações já viabilizadas, estão o diagnóstico da mortalidade materna e infantil em Alagoas, reuniões com o Ministério Público e prefeitos para o cadastramento dos cemitérios clandestinos, operacionalização do óbito materno e infantil”, disse Sandra Canuto.
Segundo ela, também foram implantados programas estruturantes e de impactos desenvolvidos pela Sesau, como Prosaúde, Prohosp, Promater, distribuição do kit Promater em 52 municípios, aquisição de equipamentos, parcerias com diversas instituições, a exemplo da Ufal, Uncisal, Escola Técnica Valéria Hora, Samu e maternidades, além das capacitações para os profissionais das áreas de informações e vigilância em saúde e o Projeto Viva Vida.