O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, irá defender a ampliação dos assentamentos judaicos da Cisjordânia quando se reunir terça-feira com os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, informou segunda-feira seu porta-voz, Nir Hefetz.
– Vocês nunca ouviram o primeiro-ministro dizer que irá congelar a construção dos assentamentos. O contrário é verdade – disse Hefetz à Rádio do Exército de Israel. – Há alguns políticos que veem a suspensão das construções, a cessão do território nacional ou danos aos assentamentos da Judeia e Samaria (Cisjordânia) como algo que pode ajudar Israel. O primeiro-ministro Netanyahu não pode ser incluído entre essas pessoas. Ele vê os assentamentos da Judeia e Samaria como um empreendimento sionista.
Cerca de 500 mil israelenses vivem junto a 3 milhões de palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios conquistados por Israel na guerra de 1967. A Corte Mundial qualifica os assentamentos de ilegais, e os palestinos dizem que os encraves podem inviabilizar a criação do seu futuro Estado.
A reunião de terça-feira será a primeira de Netanyahu com Abbas desde sua posse, em março. Mas funcionários de todas as partes envolvidas minimizam a possibilidade de um acordo que leve a uma rápida retomada do processo de paz. Reservadamente, dizem que o evento servirá praticamente apenas para que Netanyahu, Abbas e Obama posem para fotos.
Irã
Além dos assentamentos, Israel também anunciou que não abrirá mão da alternativa militar contra o programa nuclear do Irã, segundo informou o vice-ministro israelense do Exterior, Danny Ayalon, um dia após o presidente russo ter dito que seu colega israelense descarta um ataque ao Irã.
– Com todo o respeito, eu não acho que o presidente russo tenha autorização de falar por Israel, e certamente nós não tiramos nenhuma opção da mesa – disse Ayalon.