O IBGE divulgou ontem os resultados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) referentes aos anos de 2007 e 2008 e Alagoas mais uma vez se destacou negativamente principalmente nas questões referentes a educação, o que o estudo comprova ainda é a relação dos índices ruins de educação com o aumento de desemprego e a baixa renda mensal.
Um dos números que mais preocupam em relação a Alagoas é que apenas 25,4% dos jovens de 15 a 17 anos seguem na escola, o que dá ao Estado a lanterna nacional neste quesito, embora os números do ensino fundamental tenham registrados uma pequena melhora o tempo médio que um alagoano passa estudando é de 5,1 anos,mais uma vez a pior média do Brasil.
Estes números refletem nos indicadores econômicos do Estado que tem como renda per capita R$ 718,00 a quarta pior do Brasil e a menor taxa de trabalho também com apenas 53,4% da população sendo economicamente ativa.
Outro dado que demonstra bem a gritante diferença entre as classes sociais existentes no Estado é a divulgação do índice de Gini, que mede a diferença entre quem tem mais e menos renda, que coloca Alagoas com 0,558 de 1 possível, se tornando um dos Estados mais desiguais do Brasil a frente apenas do Piauí e da Paraíba.
O que fica claro, de acordo com o relatório do IBGE, é que a questão da renda só será melhorada quando o problema da educação, ou melhor, da falta dela, estiver resolvido
