A ameaça foi cumprida. Nesta sexta-feira, o responsável pela comissão permanente disciplinar do conselho deliberativo do Fluminense, Júlio Domingues, se dirigiu ao gabinete do presidente Roberto Horcades e comunicou o início do processo de impeachment. Com isso, o mandatário tricolor tem oito dias para apresentar sua defesa. Ele é acusado de má gestão, devido ao aumento da dívida do clube: de cerca de R$ 93 milhões para R$ 321 milhões.

"O processo está deflagrado. Comuniquei ao presidente, pois isso é uma determinação do estatuto do clube. Agora cabe a ele fazer sua defesa. A comissão permitirá que ele reúna provas. Depois que tudo for analisado, um parecer será emitido", explicou Júlio, à Rádio Brasil.

O conselho deliberativo, órgão responsável pelo julgamento do caso, conta com 300 conselheiros, sendo 150 eleitos e 150 natos. Destes, ao menos a metade tem de participar do processo.

De acordo com o estatuto oficial do Fluminense, mesmo que sejam provadas irregularidades na gestão de Roberto Horcades, o impeachment só será de fato definido caso dois terços dos conselheiros participantes votem nesse sentido.

Na última semana, o presidente tricolor havia se pronunciado sobre a ameaça de seus 'adversários' internos. Na ocasião, Horcades não titubeou ao afirmar que "pagaria do próprio bolso" uma auditória para provar aos sócios a lisura de sua gestão.

Desde que o presidente assumiu o cargo no clube das Laranjeiras, em 2005, viu a equipe conquistar dois títulos: o Campeonato Estadual de 2005 e o a Copa do Brasil de 2007. Além disso, acompanhou dois vice-campeonatos: a Copa do Brasil de 2005 e a Libertadores de 2008.