O técnico de laboratório Raymond Clark III foi nesta quinta-feira (17) acusado formalmente pelo assassinato da estudante que foi encontrada morta e escondida em uma parede no campus da universidade Yale em New Haven, no estado americano de Connecticut, no último domingo.

 

Um tribunal acusou-o horas depois de ele ter sido preso. Os dois defensores públicos de Clark não quiseram comentar o caso.

 

Clark manteve sua cabeça abaixada durante sua aparição de três minutos no tribunal. Ele não apelou. O juiz estabeleceu sua fiança em US$ 3 milhões e mandou-o para o cárcere.

 

Clark e a vítima, ambos de 24 anos, eram colegas de trabalho.

 

O chefe de polícia da cidade, James Lewis, disse que a morte foi um caso de "violência no local de trabalho", sem dar mais detalhes. Ele disse não poder confirmar que acusado e vítima teriam tido um relacionamento romântico, conforme relatado por testemunhas.

 

A polícia disse que prendeu Clark num hotel nas proximidades do campus. Ele estava hospedado desde quarta-feira, quando foi liberado após prestar depoimento.

 

O corpo de Annie foi encontrado no domingo, escondido numa parede do laboratório médico da Universidade de Yale. Ela estava noiva e iria se casar naquele mesmo dia.


Nesta quarta-feira, autoridades anunciaram que a jovem de origem vietnamita morreu por asfixia provocada por compressão do pescoço. O resultado oficial da necropsia foi divulgado pelo escritório do médico Wayne Carver, três dias depois da descoberta do corpo da estudante. Carver já havia revelado que se trata de um caso de homicídio.