Um ano de recenseamento demográfico, 2010 vai ser muito importante para a próxima década no nosso país. É quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) põe na rua milhares de pessoas para fazer dezenas de perguntas a milhões de famílias brasileiras.
Mais do que recontar-se, o Brasil vai se conhecer como nunca. Foi apresentado nesta segunda-feira (14), em São Paulo, o que 193 mil recenseadores vão perguntar, a partir de 1º de agosto do ano que vem, aos moradores de todos os 58 milhões de domicílios do país.
O questionário terá duas versões. Uma delas, por amostra, terá 81 perguntas e será respondida por apenas uma parte da população. A outra, com 16 questões, será feita em todas as casas.
Antes de as equipes saírem às ruas, supervisores do IBGE vão fazer uma visita prévia aos bairros e avaliar as condições de vida dos cidadãos. Por exemplo: Vão checar se na rua há iluminação, asfalto, calçada e tratamento de esgoto. Outra novidade, o censo vai diferenciar os domicílios permanentes dos improvisados, como os barracos de uma favela.
Outras novidades: O IBGE vai verificar a qualidade da energia elétrica fornecida. Quem recebe, com que frequência e quantas horas por dia.
Como se vive mais hoje no país, os pesquisadores vão se aprofundar na estrutura da família. Avós, bisavós, netos e bisnetos agora entram na conta com esse parentesco. E o chefe da família agora poderá ser mais de uma pessoa.
Pela primeira vez serão contadas as crianças sem registro de nascimento até os dez anos de idade. O IBGE avalia que no Norte e Nordeste do país, a falta de registro nessa faixa etária atinja 18%.
O censo também vai levantar o número de mortes nos últimos 12 meses em cada domicílio. O instituto acredita que a mortalidade no país seja maior do que a apurada oficialmente.
E o vai e vem dos brasileiros será detalhado. Vamos saber quantos moram fora do país e, aqui dentro, para onde eles se movem.