As investigações sobre o assassinato do ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) José Guilherme Villela, da mulher dele e de uma empregada, podem estar "perto do fim", segundo disse à Folha Online a delegada Martha Vargas, responsável pela investigação. Villela foi advogado do ex-presidente Fernando Collor de Mello durante o processo de impeachment, em 1992.

Sem dar detalhes, a delegada afirmou que os trabalhos deste sábado ficaram em torno da análise de perícias complementares. Vargas, do 1º DP de Brasília, afirmou que ainda não é possível saber se precisará de novos depoimentos para solucionar o caso.

Na última sexta-feira (11), a polícia ouviu por cerca de 12 horas familiares do casal. Prestaram depoimento os filhos, Augusto e Adriana, e a neta, Carolina. Essa foi a segunda vez que eles falaram à polícia.

A delegada já declarou que o responsável pelo triplo assassinato deve ser conhecido ou parente das vítimas.

A polícia constatou, na quinta-feira (10), que José Guilherme fez recentemente um seguro de vida e que ganhou processo milionário que tramitava no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a União.

Crime

Os corpos do ex-ministro, de sua mulher, Maria Villela, e da empregada Francisca da Silva foram encontrados no dia 31 de agosto em seu apartamento. Segundo a polícia, os corpos tinham sinais de facadas.

A polícia diz acreditar que o crime tenha ocorrido três dias antes, dia 28 de agosto. A polícia encontrou junto aos corpos uma faca de 15 centímetros com marcas de sangue, que pode ter sido a arma do crime.

"Todos levaram facadas. Dois corpos estavam entre o corredor de serviço, que dá acesso à cozinha da residência. O outro, da proprietária do imóvel, estava vindo dos quartos em direção ao hall entrada do apartamento", afirmou a delegada.

Segundo a polícia, as câmeras de segurança do prédio não armazenaram as imagens que poderiam identificar os responsáveis pela morte do ex-ministro.

Histórico

Villela se formou em Direito pela UFMG (Universidade Federal de de Minas Gerais). Foi ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na década de 1980 e era dono de um escritório de advocacia que atuava nos tribunais superiores, em Brasília.