O senador filipino Benigno "Noynoy" Aquino, filho da falecida ex-presidenta Corazón Aquino, heroína do movimento democrático popular de 1986, anunciou nesta quarta-feira que concorrerá à presidência do país na eleição de maio.
Ele deve receber o apoio de vários grupos oposicionistas, tornando-se um dos favoritos.
"Aceito o apelo da nação. Aceito também as instruções dos meus pais. Aceito a responsabilidade de continuar a luta pelo país", disse Aquino em entrevista coletiva no mesmo salão onde sua mãe, que morreu no mês passado, foi proclamada presidente há mais de 23 anos.
A pressão para que "Noynoy" Aquino concorresse era grande desde a morte de Corazón, no mês passado. Centenas de milhares de pessoas acompanharam seu funeral -- a maior mobilização popular no arquipélago desde a revolução do "Poder Popular", que derrubou o ditador Ferdinando Marcos e levou "Cory" Aquino ao poder, em 1986.
Nas semanas seguintes à morte dela, as pessoas têm deixado em frente à casa da família, no subúrbio de Quezon City, centenas de flores e dezenas de mensagens pedindo a candidatura de "Noynoy."
O pai dele, também chamado Benigno, foi senador contrário à ditadura de Marcos. Ele foi assassinado em 1983, quando voltava do exílio.