A brasileira Simone Moreira, 23 anos, foi presa no sábado (5) acusada de matar a filha Giuliana Favaro, 2 anos, afogada em um rio na cidade de Oderzo, província de Treviso, no norte da Itália. Na última quarta-feira, a brasileira disse que a filha havia desaparecido enquanto ambas tomavam um sorvete na praça da cidade.

O corpo da criança foi encontrado duas horas depois, por volta da 0h, enrolado em algas e vegetações no rio Monticano. Segundo informações iniciais, Giuliana ainda tinha sinais vitais, mas morreu logo depois do socorro.

A brasileira havia sido interrogada por autoridades italianas ainda na quinta-feira. A suspeita inicial do juiz do caso era de homicídio culposo, mas o magistrado não estava confiante na versão de Juliana.

Segundo o juiz, caso a pequena Giugliana tivesse caído no rio no local indicado pela mãe, seu corpo deveria ter graves ferimentos - o local indicado é cheio de pedras. No corpo da filha, no entanto, não havia ferimentos que indicassem a queda, conforme informações iniciais da perícia.

Depois do depoimento da brasileira, o juiz decidiu mudar a acusação para homicídio doloso (quando há intenção de matar). A brasileira foi presa e aguarda a autópsia no corpo da filha, que será feita na próxima segunda-feira.

Depois, ela deverá ser ouvida mais uma vez pelas autoridades locais. A hipótese inicial é que ela tenha jogado a filha no rio de outro ponto àquele apontado em depoimento, ou descido até a margem pelo ponto indicado antes de supostamente afogá-la.