A Justiça Federal em Santa Maria (RS) autorizou nesta quarta-feira a CPI da Corrupção a ter acesso aos documentos que integram as ações resultantes da Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou desvio de R$ 44 milhões no Detran do Rio Grande do Sul.

A decisão é da juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria, que acatou pedido da presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT).

A CPI foi instalada na semana passada para investigar o envolvimento da governadora Yeda Crusius (PSDB) e aliados com supostos atos de corrupção.

Nos documentos, estão provas contra os 40 réus das ações --penal e civil pública-- instauradas pela Justiça Federal com base na Operação Rodin. Além disso, também foi autorizado o acesso à ação civil por improbidade administrativa contra Yeda e mais oito pessoas ligadas a seu governo.

A presidente da CPI disse que a decisão da Justiça em liberar os documentos aumenta a responsabilidade da comissão de investigar as denúncias de corrupção no governo gaúcho.

"É uma iniciativa que demonstra a confiança que os órgãos de fiscalização e controle e o Poder Judiciário estão depositando no trabalho que começamos a desenvolver na Assembleia, a partir da CPI, que não é uma comissão para investigar o Regimento Interno do Legislativo, mas indícios da participação de agentes públicos no desvio de R$ 344 milhões dos cofres públicos", disse Stela por meio de nota.

Requerimentos

A presidente da CPI determinou hoje a publicação de 11 dos 17 requerimentos apresentados pelos parlamentares. Com isso, os documentos poderão ser apreciados na próxima sessão da comissão programada para a próxima terça-feira.