O Ministério Público de Pernambuco pediu à Justiça que devolva à Polícia Civil, para novas investigações, o inquérito que apura a morte do pugilista canadense Arturo Gatti, ocorrida no dia 11 de julho, em um flat na praia de Porto de Galinhas (60 km de Recife).

A polícia concluiu que Gatti, duas vezes campeão mundial, cometeu suicídio, enforcando-se com um cinto preso ao corrimão de uma escada, no quarto onde estava hospedado com a mulher, Amanda Rodrigues, 23, e o filho.

Ela chegou a ser presa, suspeita de ter assassinado o marido.

Para o promotor Roberto Brayner, faltam no inquérito os resultados dos exames toxicológicos e de dosagem alcoólica do pugilista e a tradução de e-mails escritos em inglês, encontrados no computador da mulher.

Para o advogado de Amanda Rodrigues, Célio Avelino, há "excesso de cautela" no pedido do promotor. Segundo ele, isso foi provocado pelo "equívoco da prisão" de sua cliente.

Avelino afirmou que os e-mails contêm "conversas normais, que não alteram em nada o laudo do IML (Instituto de Medicina Legal)".

A Polícia Civil informou que os exames requisitados serão entregues ainda nesta semana.