A existência de um gasoduto próximo a um presídio em Simões Filho (BA) causa uma situação inusitada: existe uma rota de fuga "oficial" para os presos.

 

O gasoduto, que existe há 30 anos, passa ao lado do povoado de Pitanga dos Palmares. Os tubos transportam produtos inflamáveis e tóxicos entre a refinaria Landulfo Alves e o Polo Petroquíco de Camaçari. O presídio fica a 400 metros do gasoduto.

Como o presídio fica muito perto do gasoduto, os presos têm uma rota de fuga em caso de vazamento de gás e são sempre alertados do perigo.

Em caso acidentes, as celas abrem automaticamente. E os presos devem sair correndo.

 

"Antes do início da construção, o pólo alertou o governo do estado que aquele local era inadequado", diz o chefe de segurança do polo petroquímico, Aurinésio Calheiros.

De acordo com a Secretaria de Justiça da Bahia, o presídio é obra do governo anterior. Ao atual coube inaugurar e ocupar, com presos de bom comportamento.

 

"Não deixa de ser uma situação inusitada e preocupante", diz o secretário de Justiça, Nelson Pelegrino.

 

Fuga

De acordo com as normas de segurança, os 227 presos têm 10 minutos para deixar as celas, passar pelos os pátios e escapar do perigo. A rota de fuga passa pela sala dos agentes penitenciários e ao lado da cozinha. Passando um portão, eles já estariam fora do presídio.