A viúva do canadense Arturo Gatti, ex-campeão mundial de boxe, Amanda Carine Rodrigues, 23 anos, retornou a Belo Horizonte na tarde de quinta-feira, depois de passar pouco mais de 24 horas no Recife. Antes de deixar a capital de Pernambuco, Amanda explicou os motivos pelos quais vai mover uma ação por danos morais contra o Estado de Pernambuco e disse que é vista como assassina no exterior.
Amanda tornou-se suspeita da morte do pugilista depois que o atleta foi encontrado morto num flat no balneário de Porto de Galinhas, litoral sul de Pernambuco, no dia 11 de julho. Ela foi presa e, 18 dias depois, conseguiu a liberdade graças a um laudo do Instituto de Criminalística, que concluiu que Arturo Gatti havia se suicidado.
- Quando saí da prisão, não tinha noção do que estava acontecendo aqui fora. As coisas no Brasil já se acalmaram, mas no Canadá e na Itália me chamam de assassina. Estou sofrendo um preconceito muito grande e o que provocou isso foi a atitude do delegado. Eu quero que o Estado arque com as consequências e que outros não venham passar pelo que eu passei - afirma Amanda.
- Se eu não tivesse sido presa, teria feito o funeral do meu marido. A mídia lá fora acredita que eu comprei a polícia aqui no Brasil. A mídia lá fora não só não acredita que eu não seja culpada, mas não acredita na polícia brasileira, não acredita no nosso país - concluiu a viúva.