A confusão em torno do pedido de afastamento do deputado Cícero Ferro (PMN) do seu mandato na Assembléia Legislativa de Alagoas, acendeu a luz verde para os “suplentes” que até junho exerciam os lugares que hoje pertencem aos parlamentares acusados de desviarem mais de R$300 milhões dos cofres públicos.
Durante as notícias vinculadas na imprensa sobre a saída de Ferro, especulações dão conta que o jornalista Jefferson Moraes (Dem) assumirá o lugar, mas não para o suplente José Maria Tenório (PMN), que obteve 4.790 votos na eleição de 2006, que afirma ser o dono da vaga, em entrevista exclusiva ao Cadaminuto.
Segundo Tenório, o lugar de Ferro seria ocupado por um suplente do PMN, já que segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou que o mandato pertence ao partido e não ao candidato e que coligação termina após as eleições. Ele ainda explicou que Alves Correa (PMN) – teve mais de 22 mil votos em 2006 – seria o nome para assumir, mas que o Tribunal de Justiça não permitiria, já que ele está envolvido na Operação Taturana.
“O Jefferson Moraes é meu amigo, não tem nada contra ele, mas a vaga pertence ao PMN e eu sou o primeiro suplente, já que o Alves Corra não poderá ocupar o lugar. Assim que o deputado Cícero Ferro for afastado, assumo imediatamente, como disse a decisão do desembargador Orlando Manso. Se isso não ocorrer, entro com o mandado de segurança”, falou.
Perguntado sobre os outros três pedidos de afastamento - Antonio Albuquerque (Sem partido), João Beltrão (PMN) e Marcos Barbosa (PPS) – Tenório taxativo em dizer que todos os suplentes, que até pouco tempo ocupavam cadeiras no legislativo alagoano, irão assumir.
“Vai assumir todo mundo. É questão de dias. Agora o processo é mais fácil porque são ações individuais”, completou o suplente, comentando ainda que caso a Mesa Diretora não afaste Cícero Ferro, o TJ deverá decretar a prisão de todos os membros