Dezenas de funcionários que trabalhavam na burocracia estatal hondurenha durante o governo do presidente deposto Manuel Zelaya protestaram nesta segunda-feira pedindo ao atual governo interino o pagamento de seus salários.

Os manifestantes se reuniram diante da Casa Presidencial para exigir o pagamento dos salários atrasados desde 28 de junho, quando um golpe militar passou a presidência para Roberto Micheletti. Segundo os funcionários, o novo governo não os despediu oficialmente, e também não os permite voltar ao trabalho. Um porta-voz do grupo explicou à imprensa que pelo menos 173 pessoas foram afetadas por essa situação

"Estamos exigindo o pagamento de nossos salários de julho, e por conseguinte de agosto, que já começou, porque continuamos sendo empregados da Casa Presidencial", indicou o representante. "Em nenhum momento recebemos uma carta oficial de demissão".

"Ninguém quer trabalhar para esse governo interino, apenas exigimos nossos direitos", acrescentou o porta-voz, que não se identificou, mas disse que trabalhava na seção de contabilidade do despacho da antiga primeira-dama, Xiomara Castro.