A tia da menina Jacqueline Ruas, Magda da Paz Santos, de 39 anos, disse neste domingo (2) em Guarulhos que a garota foi medicada preventivamente nos Estados Unidos com o medicamento Tamiflu, indicado para pacientes infectados com o virus Influenza A (H1N1). "O que sabemos é quela tomou preventivamente Tamiflu", afirmou. Até o momento da entrevista, Magda não havia verificado a bagagem da menina para saber se ela tinha o medicamento na bolsa.

De acordo com a tia, Jacqueline saiu do Brasil há duas semanas em perfeitas condições de saúde, mas começou a passar mal na última quarta-feira (29). Segundo a tia, na quarta-feira a menina parecia muito assustada. Ela foi atendida em um hospital em Orlando e de acordo com a tia os médicos diagnosticaram uma virose. Segundo a tia, o médico que examinou o corpo no Instituto Médico Legal de Guarulhos disse que menina foi vítima de choque séptico.

A menina falou com a família pela última vez no sábado. "Ontem, ela estava com a voz normal, mas antes estava abalada porque tinha vomitado. Pensamos até que fosse manha de 15 anos", afirmou. A tia conta que Jacqueline era bastante ativa. "Ela era uma garota muito saudável, ótima estudante e inteligente."

A família quer mais detalhes sobre a morte. "Queremos encerrar essa dor e queremos saber o que aconteceu. Vamos investigar isso. " O enterro de Jacqueline deverá ser realizado nesta segunda-feira, no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano.

Médico

Por volta das 4h30, o cirurgião Irineu Raseira Júnior, 41 anos, ouviu uma das comissárias de bordo pedir auxílio de passageiros com conhecimentos de primeiros-socorros.

Ao se voluntariar, Raseira Jr., que voltava de viagem com a família, foi ao encontro da jovem. “Ela já estava em parada cardio-respiratória”, contou.

Com auxílio de outro médico que estava no voo, ele tentou reanimar a jovem, em vão. “Às 5h05, constatamos que ela estava sem pulsação, com as pupilas dilatadas e fria.”

Ainda segundo o médico, Jacqueline não aparentou estar se sentindo mal durante a viagem. “Ninguém percebeu que ela estava mal.” O fato de ela não responder aos chamados de colegas é que evidenciou que algo estava mal.