A fuga de capitais da Argentina foi de 11,2 bilhões de dólares no primeiro semestre deste ano, informou o Banco Central do país neste sábado, e cerca de 43 bilhões de dólares deixaram o país desde 2007 devido a temores com as perspectivas econômicas.

O ritmo da saída de capitais desacelerou para 5,5 bilhões de dólares no segundo trimestre deste ano, em comparação com os 8,4 bilhões de dólares no mesmo período de 2008, quando o governo estava travado em uma disputa com o setor agrícola nacional, um dos principais produtores de grãos do mundo.

Analistas dizem que a fuga contínua de capitais poderia minar a economia local. Esse movimento cresceu no fim de 2007 quando a presidente Cristina Fernández de Kirchner, que às vezes adota políticas das quais os investidores discordam, assumiu o cargo e os argentinos venderam pesos para comprar dólares.

O Banco Central da Argentina tem reservas de cerca de US$46 bilhões.