Depois de ser libertada na última quinta-feira (30), a viúva do boxeador canadense Arturo Gatti, Amanda Rodrigues, 23 anos, criticou as condições da Colônia Penal Feminina do Recife, onde estava presa desde o dia 12 deste mês por suspeita de ter assassinado o marido.

Ela foi libertada depois que a juíza de Ipojuca, Ildete Veríssimo, assinou o alvará de soltura na quinta, após a conclusão do inquérito que investigava o caso apontar que o ex-boxeador cometeu suicídio.

Ao sair da Colônia Penal Feminina, Amanda Rodrigues agradeceu o carinho das pessoas que rezaram e acreditaram nela e seguiu para o escritório de seu advogado, Célio Avelino, onde falou sobre o que passou enquanto esteve detida. "Nesses 18 dias na cadeia a única coisa que eu fiz foi sofrer com essa acusação, com a morte do meu marido, com a ausência do meu filho e com o sofrimento dos meus pais”, disse.

“Eu não sabia dessa realidade de cadeia, meus pais sempre me trataram com muito carinho, eu sempre tive de tudo e chegar numa cadeia e dividir uma cela para quatro meninas com 19 meninas foi horrível”, relatou.

Amanda Rodrigues também criticou o sistema prisional. “Eu dormi no chão. A cadeia que eu fiquei está em um estado muito precário. A gente dorme com baratas, não tem como comer a comida de lá. É horrível e totalmente diferente do meu mundo. É um mundo que eu nem sabia que existia”, disse.

Questionada sobre o que vai fazer agora, depois de libertada, Amanda Rodrigues disse querer apenas ficar perto do filho. “Eu não sei fazer planos. Recomeçar minha vida vai ser muito difícil. Em todos os meus planos e sonhos o meu marido estava entre eles. Agora eu só quero sair daqui e ir para Belo Horizonte e ficar com meu filho”, disse.

Amanda viajou para Minas Gerais, onde vive com a família, na noite desta quinta-feira (30).