Você sabe o que as marcas A Fórmula, Pasta Fast, Nunes Calçados, Quanto Prima, Yan Ping, Trudys, Jornal do Síndico, CTO – Ortodontia e Ortopedia Facial, Tutti Bijoux, Plaka 7 e Elementais têm em comum? Todas elas são empresas que nasceram na Bahia e se transformaram em redes de franquias. O Estado é o nono  a oferecer mais  franqueadoras em todo o País e esta modalidade está sendo cada vez mais procurada por empresas que pretendem expandir seus negócios.

“Entre junho e dezembro de 2008, tivemos um crescimento de 10% no número de franqueadoras no Brasil, mesmo em meio à crise. Isso mostra que muitas empresas estão buscando o sistema de franquias como forma de alavancar o crescimento”, destaca Rogério Feijó, gerente de relacionamento da ABF – Associação Brasileira de Franchising.

EXPANSÃO –  A creperia Mariposa completou cinco anos de existência em 2009, mas desde o ano de inauguração já recebia muitas propostas para franquear a marca. No final de 2007, já com quatro lojas abertas em Salvador, os sócios resolveram contratar uma empresa de consultoria para saber se a creperia tinha as características necessárias para se tornar uma franqueadora.

“Constatamos que a Mariposa poderia e deveria ser franqueada. A consultoria apontou que seria sensato pensar na instalação de 50 unidades em todo o País. Então, ao longo de 2008, desenvolvemos o nosso pacote de franquia, incluindo manuais e contratos. Ainda sem ter finalizado este pacote, inauguramos a primeira loja franqueada em Praia do Forte, pois não poderíamos perder o verão”, conta o sócio Júnior Mendonça.

Foram investidos R$ 80 mil para a formatação da franquia, processo que durou 14 meses. “Já iniciamos a nossa trajetória com o objetivo de virarmos referência em crepes no Brasil”, comemora Mendonça, que considera o modelo de franquias a forma mais rápida e menos onerosa de expansão. “Além disso é muito bom contar com a força de trabalho dos franqueados para a expansão e aperfeiçoamento do negócio”, avalia ele.

Com o título de primeiro restaurante de sanduíches da cidade, a Sanfilé também resolveu padronizar e franquear a sua marca. Os sócios investiram em torno de R$ 50 mil para fazer a formatação, que ainda está em andamento. “Nosso foco inicial é a Bahia. Pretendemos instalar unidades em cidades que tenham a partir de 250 mil habitantes”, avisa o sócio da Sanfilé, Rôni Cezar Vieira Bento.

Segundo ele, os desafios são muitos. “O primeiro é a questão da padronização, que é muito importante. Depois, o treinamento dos funcionários e a manutenção da qualidade do produto e do serviço, que está no mercado há  dez anos”, diz. Quem quiser abrir uma franquia da Sanfilé terá que investir entre
R$ 112 mil e R$ 145 mil.

Potencial  –  A Bahia também ostenta o primeiro lugar do Nordeste e o  sétimo em todo o País  em número de unidades franqueadas. “Isso mostra o potencial do Estado enquanto mercado consumidor e gerador de renda”, afirma Rogério Feijó. Quem acha que o investimento necessário para abrir uma unidade franqueada é sempre muito alto, está enganado. Os valores vão de R$ 3 mil a R$ 55 milhões (confira a relação de investimento por setor na página 3).

Mas é preciso ter cautela na hora de escolher a marca. Nem sempre franquia é sinônimo de sucesso. “O interessado precisa optar por segmentos que têm afinidade e é aconselhável que, pelo menos, 60% do investimento seja próprio”, diz Feijó. De acordo com o gerente de relacionamento da ABF, o índice de mortalidade das franquias é substancialmente menor do que o das empresas tradicionais. “Enquanto o índice de fechamento de uma franquia é de 5% no primeiro ano, o negócio tradicional tem taxa de mortalidade de 50%”, afirma Feijó.