Agentes do Departamento Antidrogas (DEA) e detetives da Polícia de Los Angeles revistaram nesta quarta-feira (22) o escritório de Conrad Murray, o médico pessoal de Michael Jackson que estava junto com o cantor no momento de sua morte.
As autoridades disseram ao canal "ABC" que a operação aconteceu hoje na cidade de Houston (Texas), aonde uma caravana de 15 veículos, com mais de 20 agentes da DEA, assim como policiais de Los Angeles e Houston, chegou por volta das 10h20 (12h20 de Brasília).
O escritório de Murray fica na rua Montgomery, dentro da clínica Armstrong, cujo proprietário é um médico que perdeu a licença em 2005 por receitar a seus pacientes mais remédios que o necessário, segundo as autoridades.
A ordem de revista foi obtida pela DEA e pela Polícia de Los Angeles por causa dos resultados preliminares obtidos após a necropsia de Michael, que mostraram que a causa da morte poderia estar relacionada ao uso do propofol, um potente anestésico geralmente usado em cirurgias.
O sedativo foi encontrado pelas autoridades na residência do cantor.
Um dos mais graves efeitos colaterais do propofol --remédio só disponível para uso médico e administrado por via intravenosa-- é que pode provocar parada cardíaca se for administrado em combinação com certos analgésicos, mas poderia causar esse efeito sozinho, caso a dose fosse exagerada.
Segundo vários meios de comunicação norte-americanos, existem "sérios indícios" que identificam o dr. Murray como a pessoa que administrava este anestésico a Michael.
Murray encontrou o cantor inconsciente em sua casa em Los Angeles na manhã de 25 de junho, e fez reanimação cardiopulmonar até a chegada da ambulância.
Através de seu advogado, Edward Chernoff, Murray disse que não administrou nenhum narcótico ou outros remédios que pudessem ter causado a morte de Michael.
Chernoff publicou um comunicado através do site de sua empresa no qual explicava que os investigadores do condado de Los Angeles tinham solicitado ter acesso a documentos médicos adicionais de Murray.
"O juiz de instrução quer esclarecer a causa da morte e nós compartilhamos esse objetivo", disse Chernoff.
"Com base na descrição minuto a minuto e ponto a ponto dos últimos dias de Michael Jackson a cargo do doutor Murray, ele não deveria ser um alvo criminal", concluiu.
Um vídeo veiculado por uma TV local mostrou, nesta quarta-feira, dois oficiais de polícia barrando a entrada da clínica.
O médico já havia sido interrogado pela polícia mas não foi considerado suspeito da morte de Michael Jackson.