O Instituto de Medicina Legal (IML) no Recife concluiu o laudo sobre a morte do pugilista Arturo Gatti, que foi encontrado morto no fim de semana passado em um flat em Pernambuco. A perícia aponta que a causa da morte teria sido provocada por asfixia decorrente de enforcamento.

O laudo indica que há diferenças entre as marcas provocadas por estrangulamento daquelas causadas por enforcamento. No caso de Gatti, as marcas seriam de enforcamento.


De acordo com os peritos, os ferimentos que o boxeador tinha na cabeça podem ter sido provocados enquanto ele se debatia ainda suspenso.


O resultado abre muitas possibilidades, pois o boxeador pode ter morrido por suicídio, homicídio e acidente.


A mulher do boxeador, Amanda Rodrigues, é apontada como principal suspeita de ter praticado o crime e está presa há uma semana. A polícia suspeitava que ela teria matado o marido com pancadas na cabeça e asfixia. Em depoimento, Amanda negou o crime e afirmou que, quando acordou, encontrou o marido morto.


O advogado da mulher do boxeador, Célio Avelino, pediu à Justiça o relaxamento da prisão de Amanda, mas o pedido foi negado. Com a divulgação do exame do IML, que abre novas possibilidades, ele informou que vai recorrer.


O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Manoel Carneiro, disse que já recebeu o laudo do IML, mas só vai se pronunciar quando tiver também, em mãos, o laudo do Instituto de Criminalística (IC).