“Se disputar as próximas eleições, só vou me candidatar se for ao cargo de Governador do Estado”. Está foi a afirmação do Governador Teotônio Vilela Filho, entrevistado na manhã desta quinta-feira (16) no Programa Cidadania, pelo radialista França Moura, da Rádio Jornal. Questionado sobre o destino da vida política, Téo garantiu que não há possibilidade de sair como candidato ao Senado. “Vivo o momento mais trabalhoso e pleno da minha vida, com muita dedicação naquilo que faço. Sinto como na vida inteira me preparei para governar meu Estado”.

Durante a conversa, Téo falou sobre precatórios, desenvolvimento do Estado, reivindicações salariais de servidores, ampliação do programa habitacional do Governo Federal em Alagoas.

FGTS e Precatórios

A liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a população foi um dos pontos de discussão. Téo fez questão de lembrar que as dívidas com a população não é originária de seu governo. “Apesar da crise, de Alagoas ser um estado pobre, pagamos as contas rigorosamente em dia. Estamos procurando acertar as contas antigas, que somam um montante de R$ 500 milhões”, afirma.

Segundo o governador, pelo menos 70% da dívida que o Estado tem do FGTS será quitada. “Temos vários ajustes jurídicos com o judiciário, Ministério Público e TRT, para que não haja penas ao Estado. Minha maior vontade era até o final do meu governo quitar tudo, mas garanto que 70% será liquidado, que começa em um mês”.

Sobre o pagamento dos precatórios, o governador afirmou que um decreto referente aos precatórios seria destinado, a princípio, a idosos e deficientes físicos. “Decidimos flexibilizar o decreto, destinando metade a essas pessoas e a outra metade para aqueles que se mobilizaram para atrair recursos”, afirmando que “acabaram as histórias de pistolão, amizades. Esse é um governo democrático que não escolhe a quem vai beneficiar com políticas pública, sem discriminação”.

Reajustes salariais

A luta pelo reajuste salarial é um das constantes batalhas enfrentadas pelos servidores públicos estaduais. Na visita do Presidente Lula à Alagoas, na última terça-feira (14), Teotônio Vilela foi ‘vítima’ de vaias durante discurso em inauguração da obra de reurbanização da orla da Ponta Verde. Grupos do Sinteal e da Reserva Técnica da Polícia Militar aproveitaram a oportunidade para se manifestar, mostrando indignação com o governo.

Vilela reafirmou o que tinha dito durante o discurso. “Alagoas tem o 4º melhor salário para os professores do país. Sabemos que para o movimento isso não agrada e nem para o nosso governo, que sabemos que o salário não é o almejado, já que conhecemos a luta, a dura realidade da atividade, visto como está a juventude de hoje”.

Representantes do Sinteal estiveram reunidos ontem com o governador, que destacou o bom resultado da conversa. “Fizemos uma análise do Estado, da educação e vamos continuar conversando, para tentarmos resolver essa questão. O que posso reafirmar aqui é que por enquanto nenhuma categoria de servidores poderá ser beneficiada com reajustes salariais. O Estado é pobre, cheio de dificuldades e por isso não podemos conceder aumento para uma classe e não beneficiar as outras”.

Segurança Pública

A dificuldade no orçamento é uma das justificativas do Governador para a não-contratação dos profissionais aprovados em concurso da Reserva Técnica da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. “Ninguém mais do que eu sabe da necessidade da contratação desse pessoal. Mas volto a dizer que no momento não existe condições financeiras para essa contratação”.

Questionado sobre a segurança pública do Estado, Vilela afirmou que ainda existe muito a ser feito. “Não estou totalmente satisfeito com os resultados apresentados, em relação a diminuição na violência em Alagoas. Mas os números mostram que a criminalidade vem diminuindo e estamos trabalhando para que isso ocorra”.